Os preços de barris do petróleo
voltaram a registrar queda nesta quarta-feira (27), com o novo recuo nas bolsas
chinesas e expectativa sobre dados de reservas de crude dos Estados Unidos. Na
véspera, os preços registraram alta de aproximadamente 4%.
De acordo com projeção da Bloomberg, as reservas de crude norte-americanas
devem ter registrado um aumento de 4 milhões de barris na semana passada.
Às 8h53, o Brent negociado em Londres
recuava 2,03% para US$ 31,91; enquanto o West Texas Intermediate (WTI)
negociado em Nova Iorque tinha baixa de 3,20%, a US$ 30,45.
O Banco Mundial reviu sua
projeção para o preço do petróleo em 2016, de US$ 51 para US$ 37 por
barril, com base no aumento da oferta no mercado e com a esperada queda na
demanda de países emergentes pela matéria-prima.
A volatilidade dos preços do petróleo
é reflexo de um mercado com excedentes de produção e preocupações com a China,
um dos maiores importadores de petróleo do mundo. Conflitos no Oriente Médio,
que abriga alguns dos maiores produtores mundiais, também contribui para o
clima de incertezas e projeções divergentes.
O secretário-geral da Opep, Abdalá
El-Badri, convocou nesta segunda-feira (25) os países produtores a tomar
medidas conjuntas que impulsionem o setor. Ele enfatizou, no entanto, que a
Organização não fará cortes de produção de forma unilateral.
A Agência Internacional de Energia
(AIE), dos Estados Unidos, afirmou que o petróleo deve chegar ao patamar de US$
80 até 2020. Em entrevista ao jornal Valor Econômico,
Fatih Birol ressaltou a importância dos projetos da Petrobras, e pediu que os
brasileiros não deixem de levar em conta a "perspectiva estratégica"
do país, citando a descoberta do pré-sal e o desenvolvimento dos
biocombustíveis como "marcos históricos".
Na semana passada, um analista do
Citigroup declarou, em entrevista à Bloomberg, que
o petróleo pode ser "o negócio do ano" em 2016, se resistir ao
aumento das exportações iranianas. O Irã volta a um mercado já marcado pelo
excesso de oferta após o término das sanções econômicas do Ocidente a seus
produtos. Por outro lado, alguns bancos e representantes do setor argumentam
que o valor do barril poderá cair drasticamente, a níveis próximos de US$
10.