Tem
as digitais do secretário de Promoção Social de Salvador, Bruno Reis (PMDB), o
processo de desidratação do PTN em Salvador. Ex-aliado do presidente estadual
do partido, o deputado João Carlos Bacelar, Reis costurou pessoalmente o
retorno oficial dos vereadores Kiki Bispo e Beca à base aliada ao prefeito ACM
Neto (DEM). Na verdade, ambos votavam com a bancada governista, mas ainda
resistiam em deixar o partido. Mudaram de opinião na sexta-feira passada,
quando anunciaram a lideranças da sigla que reingressariam ao arco de
sustentação de Neto e trocariam de bandeira em breve. Com isso, a bancada do
PTN na Câmara Municipal, que era composta de cinco integrantes, foi reduzida a
dois: Carlos Muniz e Toinho Carolino. O quinto, Atanázio Júlio, há meses não fala
a mesma língua de Bacelar. Antes de Kiki e Beca, Reis tinha articulado a
desfiliação do ex-prefeito de Camaçari José Tude, que agora negocia sua ida
para o PMDB, onde pretende brigar pelo comando da cidade.O presidente da
Limpurb, o vereador licenciado Tiago Correia, admitiu que também está prestes a
deixar o PTN. “O presidente do partido (Bacelar) deixou claro que vai rumar com
o PT em 2016. Então, seguirei no caminho em que me encontro”, afirmou. Indagado
sobre a próxima casa, Correia diz que vai aguardar o fim da reforma política no
Congresso. Em síntese, quer saber se haverá janela para trocas partidárias
depois do começo de outubro, prazo final para quem deseja disputar a eleição
que vem. “Caso contrário, antecipo minha saída para o fim de setembro. Não sei
ainda se nós (os dissidentes) vamos migrar em bloco ou individualmente”,
destacou.
Jairo
Costa Jr., Correio*