Um dia depois de o Tribunal de Contas da União
(TCU) rejeitar por unanimidade a prestação de contas do governo do
ano passado, interlocutores da presidente Dilma Rousseff já começam a admitir
que foi um erro a estratégia de partir para o enfrentamento ao órgão na semana
do julgamento.
Para um ministro do PT, o pedido para
tentar afastar o ministro Augusto Nardes da relatoria do caso e a decisão de
entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o
julgamento foi "um tiro no pé" e "judicializou" um problema
que é político.
A avaliação é que, como o governo já
esperava a rejeição do balanço de 2014 pela corte, o Palácio do Planalto
deveria ter concentrado esforços em reorganizar a base aliada para que as
contas sejam aprovadas no Congresso.
Na entrevista coletiva marcada pelo o
governo para a manhã desta quinta-feira, 8, o advogado-geral da União, Luis
Inácio Adams, deve manter o tom da nota emitida ontem pelo Planalto, que afirma
que o parecer do TCU é prévio e ainda tem de ser submetido a "ampla
discussão e deliberação" no Congresso.
Os ministros José Eduardo Cardozo
(Justiça) e Nelson Barbosa (Planejamento) também devem participar da
coletiva. O trio foi o mesmo escalado por Dilma no domingo para
deflagrar a ofensiva contra o TCU. (AE)