Levantamento
disponível no site do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) aponta que
prefeitos, presidentes de Câmara e gestores de órgãos públicos municipais
acumulam débitos de mais de R$ 642 milhões em multas e ressarcimentos não
realizados. Os débitos mais antigos registrados pelo órgão datam de 2000 e,
segundo o TCM, não foram pagos aos cofres dos municípios. Deste total, R$
602.421.979,08 referem-se a determinações para que os gestores devolvam valores
mal empregados na gestão pública, a exemplo do ex-prefeito Robério Oliveira de
Eunápolis, no extremo-sul do estado condenado a devolver quase R$ 500 mil só em
multas e quase R$ 2 Milhões e quinhentos em ressarcimento. Paulo Dapé, Gediel Sepúlveda,
e até o atual prefeito Neto Guerrieri também estão na lista, além dos
ex-presidentes da Câmara de Vereadores Carmem Lucia, Claudionor Nunes, Licindo
Antunes, Vasco Queiroz, Ubaldo Suzart, e o atual presidente Osvaldo Pereira
(Vavá).
Outro município problemático é
Camaçari, o ex-prefeito Tude está condenado a devolver aos cofres da
cidade mais de R$ 23 milhões, mesmo valor devido por Zedafó, ex-prefeito de
Araci. Há casos ainda como do ex-gestor de Salvador, João Henrique Carneiro,
que acumula quase R$ 6 milhões em ressarcimentos determinados pelo TCM e ainda
não quitados de acordo com a Corte. E os débitos não pagos de ex-gestores
atingem desde a capital até municípios menores, como Itapicuru, que amarga a
pior posição baiana no Índice Desenvolvimento Humano (IDHM) de 2010 e não teve
pagos aos cofres R$ 227 mil, com condenações do TCM entre 2005 e 2015 do ex-prefeito
José Moreira de Carvalho Neto e de ex-presidente da Câmara de Vereadores.