Professores e
técnicos administrativos do Instituto Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Bahia (IFBA) continuam em greve e o impasse já dura quase
90 dias. Estão sem aulas os institutos de Vitória da Conquista, Eunápolis,
Brumado, Barreiras e Jequié cidades localizadas no sudoeste e estremo sul da Bahia, onde mais
de dois mil alunos estão prejudicados com a suspensão das atividades. Em
Salvador, onde há quatro mil estudantes, as aulas ainda não foram suspensas,
uma ASSEMBLEIA foi realizada hoje segunda
feira (13/07) para uma avaliação do movimento pelo comando de greve.
Entre as
solicitações dos profissionais estão manutenção da jornada de 30 horas para os
técnicos administrativos, a implementação da regulamentação da carga horária
dos professores, o restabelecimento da intranet, sistema de comunicação do IFBA
. A categoria também é contra a implantação do ponto eletrônico.
"É um
absurdo colocar ponto eletrônico para professores do IFBA, que hoje tem um
'status'de professores universitários. Nós hoje temos uma lei federal que cria
uma isonomia entre professores da universidade e professores da rede
federal", disse Georges Rocha, coordenador geral do Sindicato Nacional dos
Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica da Bahia
(Sinasefe).
O diretor do
instituto em Salvador, Alberto Nascimento, informou que as negociações estão em
andamento e que algumas reivindicações já foram atendidas. “Dos cinco pontos
apresentados”, três foram acordados com o comando de greve e a reitoria, e dois
ficaram de ser avaliados pela categoria dos servidores da educação na rede
federal: a flexibilização das 30 horas, que é uma resolução que depende de uma
legislação maior e a exigência do registro do ponto eletrônico dos
trabalhadores.