Não
durou muito o acordo firmado entre os médicos e a direção do Hospital Luiz
Eduardo Magalhães em Porto Seguro. O compromisso de regularização das condições
de trabalho e do pagamento dos salários não saiu do papel e os profissionais
decidiram retomar a greve que havia sido suspensa no dia 22 de junho.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e a Monte
Tabor, administradora do hospital, reconheceram que as reivindicações dos
profissionais são legitimas, tanto que o acordo foi documentado por escrito e
assinado, porém, não foi cumprido. Assim sendo, após longa assembleia na noite
da última terça-feira, 7, não restou outra opção aos profissionais senão a
retomada da greve a partir deste sábado, 11, por tempo indeterminado.
Na assembleia, os médicos decidiram ainda acionar o Ministério
Público do Trabalho para as mudanças de vínculos trabalhistas. Também será
convidado o Ministério Público Estadual para visitar as instalações do hospital
em conjunto com o Conselho Regional de Medicina, a fim de que sejam contatadas
as condições precárias de trabalho que impedem o exercício adequado da
profissão.
Existe boa vontade por parte dos médicos, que tentarão manter os
atendimentos de urgência e emergência, caso a vistoria do Cremeb e do
Ministério Público entenda que é possível. Mas a situação do hospital é
dramática. Goteiras no centro cirúrgico, falta de medicamentos, diversas
especialidades reclamam não mais dispor de condições para exercer suas
atividades por falta de reposição de material (buço-maxilo-facial, ortopedia e
neurocirurgia, entre outras).
Os médicos lamentam os descumprimentos do acordo e contam com a
compreensão da sociedade. A decisão de entrar em greve é um último recurso em
face da gravidade da situação.
A categoria solicita que as pessoas não se dirijam ao hospital
enquanto for mantida o estado de greve.
Os profissionais fazem apelo para que as autoridades do Estado e
aqueles que administram o hospital, que assumam a responsabilidade pela
correção dos problemas enfrentados no hospital, atendendo as necessidades da
população do município de Porto Seguro e região.
REIVINDICAÇÕES
Continua em pauta a falta de materiais e medicamentos, a
manutenção e aquisição de novos equipamentos, realização de reformas nas
instalações físicas do hospital, contratação de médicos e de profissionais da
saúde, para melhor atendimento à população, além do cumprimento das obrigações
do contrato de trabalho.
Com informações do Radar Noticias