O deputado federal
Paulo Maluf (PP-SP) acusou nesta terça-feira, 5, o governo de oferecer
cargos para “comprar” o apoio de parlamentares do seu partido para salvar
o mandato da presidente Dilma Rousseff. A afirmação foi feita ao jornal Folha
de S. Paulo.
“Eu não queria fazer uma injustiça
com a presidente, que é uma senhora correta e tem uma vida limpa. Mas agora a
minha tendência está mudando”, disse Maluf.
Integrante da comissão que
analisa o impeachment de Dilma na Câmara, o ex-prefeito de São Paulo prometia
votar contra a cassação da presidente, mas diz que agora sente “liberado” para
mudar de ideia.
“O governo está se metendo num
processo de compra e venda que é detestável”, disse Maluf. “Querem construir
maioria no Legislativo dividindo o Executivo. Não é assim”, afirmou.
De acordo com a Folha, apesar da
acusação, Maluf não quis citar nomes de colegas do PP que estariam negociando
votos em troca de cargos e verbas. “Se os deputados do partido se elegeram com
a Dilma, eles tinham a obrigação moral de estar com ela agora”, criticou.
Mais cedo, o deputado Paulinho da
Força (SD-SP), um dos principais aliados de Eduardo Cunha (PMDB), acusou o
governo de oferecer R$ 400 mil para parlamentares que se ausentarem da
votação do impeachment no plenário e R$ 2 milhões para um deputado votar
contra.
Sem apresentar provas, ele também se
negou a dizer nomes dos deputados que teriam recebido as ofertas do Planalto.