COM PLENÁRIO LOTADO, INCLUSIVE POR DEPUTADOS, SENADORES
DECIDIRAM MANTER DELCÍDIO PRESO. FOTO: MARCOS OLIVEIRA/SENADO
Com a presença, de 75 dos 81 parlamentares, o
plenário do Senado deliberou por manter a decisão do Supremo e por 59 votos a 13 (TREZE DO PT) decidiu manter preso o senador Delcídio do Amaral (PT-MS). De acordo com a
Constituição Federal, o Senado é quem teria a prerrogativa de referendar ou
rejeitar a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Foram apenas
cinco ausentes - além do preso, claro.
Os senadores se revezam na tribuna defendendo o voto aberto ou fechado,
para a sessão, enquanto outros mal disfarçam o esforço para que o Senado
cancele o mandado de prisão expedido pela Segunda Turma do STF. O senador Jáder
Barbalho (PMDB-PA), por exemplo, faz um discurso considerado até corajoso,
referindo-se ao "sofrimento" do Delcídio Amaral e criticando aqueles
a quem chama de "palmatórias do mundo".
Jáder pediu "perdão" por sua posição, lembrou não ser
"guiado", porque representa os eleitores do seu Estado, e defendeu o
voto secreto previsto no regimento.
Senadores de oposição, que defendem o voto aberto e a manutenção da
prisão, muito embora mostrem desconforto com a posição de Barbalho, não se
manifestaram.