Assessores mais próximos da presidente Dilma já não levam
desaforos para casa. Desde o início das várias crises provocadas pelo governo
na economia e na política, gritos e esculachos de Dilma recebem prontas
respostas, inclusive de auxiliares mais próximos, no mesmo tom de
agressividade. “Perderam o respeito”, contou um deles a esta coluna. Uma
funcionária definiu assim a situação: “O clima é de fim de festa”.
Várias vezes ao dia, a exaltada Dilma
bate-boca com auxiliares. Antes, se calavam, cabisbaixos. Hoje reagem torcendo
para serem demitidos.
Ministros como Luis Adams (AGU) e
José Eduardo Cardozo (Justiça) evitam contato com a chefa. Só aparecem quando
são convocados.
No staff íntimo, de ministros a
auxiliares modestos, ninguém acredita que Dilma fique no governo. Nos
corredores, torcem para sua queda.
O aspone Marco Aurélio Garcia disse a
um amigo, há dias, como esta coluna apurou, que Dilma “comprou a Cartilha dos
Burros”, e a segue.