Ainda de acordo com o depoimento de
Pascowitch para a Operação Lava Jato, a propina tinha como
objetivo dar “apoio” ao site. Os recursos teriam sido desviados da Petrobras, e
outras empresas, e entregues por meio da empresa do lobista, a Jamp
Engenheiros. A operação era feita com contratos simulados entre a Jamp e a
Consist Software. Esta, por sua vez, teria acertado contratos com o site Brasil
247.
O pagamento ainda teria sido acertado após reunião entre o
lobista e jornalista Leonardo Attuch, responsável pelo site. Neste encontro
Pascowitch afirma que ficou definido que não haveria nenhum serviço prestado
pela Consist que justificasse a transferência do valor. A verba teria sido
entregue em quatro pagamentos.
Posição do Brasil 247
O site divulgou a seguinte nota:
Em decorrência do noticiário desta
segunda-feira 3 sobre a Operação Lava Jato, a Editora 247 esclarece
que foi contratada pela Jamp, por meio do senhor José Adolfo Pascowitch,
para a produção de conteúdo sobre o setor de engenharia. Os serviços foram
efetivamente prestados, as notas fiscais foram emitidas e os impostos
recolhidos como em qualquer transação comercial legal e legítima.
A Editora também esclarece que a linha
editorial do Brasil 247, veículo de referência na internet brasileira, com
alguns dos principais nomes do jornalismo nacional, será mantida, pautando-se
sempre pela independência, pela pluralidade e pela defesa das empresas
brasileiras e dos interesses nacionais. Até porque a Constituição brasileira
assegura o direito à liberdade de expressão como uma de suas cláusulas pétreas.