A Câmara Municipal de Salvador deu o exemplo ao
aprovar na sessão desta quarta (05) o Projeto de Emenda à Lei Orgânica do
Município, de autoria do vereador Paulo Câmara, que institui voto aberto para o
julgamento de prefeito e vereadores (em caso de cassação) e deliberação sobre
projetos vetados. Segundo o vereador “a campanha a favor do voto aberto agora é
vitoriosa na Câmara de Salvador com a ampliação da transparência na Casa.
Superamos esta última barreira em prol do voto aberto indiscriminado em todas
as matérias, com exceção das imposições estabelecidas pela Constituição”,
frisou Câmara.
Passou a ser através do voto aberto também a
apreciação do parecer do Tribunal de Contas do Municipal (TCM) sobre as contas
do prefeito. A primeira votação de contas de prefeito na Casa pelo regime do
voto aberto aconteceu no dia 30 de setembro de 2013, quando os vereadores
rejeitaram as contas do exercício de 2011 da gestão do ex-prefeito João
Henrique. Na votação do último dia 1º de julho, também através de votação
aberta, os vereadores aprovaram o parecer do TCM que recomendava a rejeição das
contas de 2012 do então prefeito. ”A população clama por ética na política. E o
caminho para tal fim é justamente a transparência. Este movimento pelo voto
aberto é irreversível”, destacou Câmara.
O que precisa agora é que o exemplo dado pela Câmara
de Salvador possa ser seguido por todas outras Câmaras do estado, o momento
nacional requer transparência em todos os atos da classe politica, não é mais possível
conviver com a malandragem, as coisas obscuras, é preciso transparência nos
atos públicos, não apenas para os vereadores, mais para todos os políticos