O HSBC anunciou nesta
segunda-feira a venda da sua filial brasileira em relatório financeiro
referente ao segundo trimestre do ano, conforme já havia sido noticiado pela coluna Radar on-line na noite de ontem. Segundo o
comunicado da instituição, o negócio foi fechado no dia 31 de julho e deve ser
concluído até o segundo trimestre de 2016. A operação será de 5,2 bilhões de
dólares, equivalente a cerca de 17,7 bilhões de reais.
A
transação envolve a aquisição por parte do Bradesco de 853 agências
distribuídas em 531 cidades brasileiras. A compra vai levar a instituição a ter
mais de 30 milhões de clientes e cerca de 1,19 trilhão de reais em ativos no
país. Com isso, o Bradesco encosta em seu principal concorrente, o Itaú, o
maior banco privado do país, que havia disparado na frente do Bradesco desde a
fusão com o Unibanco. No fim de março, o Itaú mantinha 1,2 trilhão de reais em
ativos.
"Para
o Bradesco, a aquisição possibilitará ganho de escala e otimização de
plataformas, com aumento da cobertura nacional, consolidando a liderança em
número de agências em vários estados, além de reforçar sua presença no segmento
de alta renda", destaca o Bradesco, em fato relevante, assinado por Luiz
Carlos Angelotti, diretor executivo de relações com investidores do banco.
"A aquisição permitirá, também, a expansão de suas operações, com a
otimização de oportunidades e aumento da gama e do diferencial dos produtos que
são oferecidos no Brasil, especialmente nos mercados de seguros, cartão de
crédito e administração de fundos", acrescenta a instituição.
A
conclusão da operação ainda depende de aprovações regulatórias. O banco
britânico também informou que ainda vai manter uma presença modesta no país com
um banco de atacado para atender clientes internacionais. "Esta transação
proporciona excelente valor para os acionistas e representa a entrega
significativa das ações anunciadas em junho", destacou o HSBC no
relatório.
O
negócio foi concluído quase dois meses depois de o HSBC anunciar um plano de
reestruturação global, que envolvia eliminação de cerca de 25.000 vagas e
redução de custos da ordem de 5 bilhões de dólares. Além do Bradesco, que
sempre foi tido como o favorito, Santander e Itaú também estavam no páreo para
comprar a unidade.