
Disposta a adotar a paridade de preços de derivados no mercado doméstico em relação ao mercado internacional, a Petrobras comunicou às distribuidoras de gás canalizado um reajuste de 11% no produto a partir do dia 1.º de agosto. É a terceira alta nos preços somente neste ano, segundo a Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegas). No acumulado do ano, o aumento chegará a 23,5%. O reajuste, entretanto, não será repassado diretamente aos consumidores, segundo a associação.O repasse depende de uma autorização das agências reguladoras estaduais, que ainda não se posicionaram sobre o tema. A Abegás ainda está em negociação com a Petrobras para tentar evitar os reajustes praticados ao longo do ano. A estatal comunicou a decisão às distribuidoras nesta semana, após a aprovação do plano de negócios da companhia que prevê a paridade de preços. Segundo a Abegás, o reajuste fere o acordo estabelecido em 2011, que previa aumentos trimestrais negociados com as distribuidoras. Desde aquele ano, a companhia concedia descontos às distribuidoras para tornar o produto mais competitivo em comparação com o óleo combustível. Com a alta, os preços praticados a partir de agosto contarão apenas com 3% de descontos em relação à média do mercado internacional. Além da tentativa de negociar com a estatal, a Abegás estuda entrar com liminar contra os reajustes, conforme informou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em maio, o presidente da associação, Augusto Salomon.
Estadão