O PT continua jogando para a torcida, o discurso é favorável
ao trabalhador, mais na prática tudo é diferente, agora a vitima foi o ministro
da Fazenda, militantes do partido aproveitaram o V Congresso Estadual da sigla para
pedir a demissão do ministro Joaquim Levy, por considerar suas medidas a
exemplo do projeto de ajuste fiscal uma “afronta” ao trabalhador brasileiro.
Em meio à
crise de credibilidade com os sucessivos escândalos de corrupção, o Partido dos
Trabalhadores admitiu ainda, esse fim de semana, ter cometido erros ao deixar
claro que querem “limpar” a legenda para seguir adiante.
O tema, considerado delicado por muitos petistas,
foi um dos tantos discutidos no último sábado durante o Congresso ocorrido no
Hotel Fiesta no Itaigara.
Estiveram
presentes os ministros da Defesa, Jaques Wagner, o governador Rui Costa, os
senadores Otto Alencar (PSD) e Lídice da Mata (PSB); o deputado federal e líder
do PT na Câmara Federal, Sibá Machado, e o presidente do PT na Bahia, Everaldo
Anunciação.
A Reforma Política foi um dos temas bastante
discutidos durante o encontro. O ministro Jaques Wagner pontuou que não ter
feito a reforma política em 2002 foi um dos maiores erros do PT, que
desencadeou na situação atual da legenda. “Fizemos um equívoco político de não
termos assumido, em 2002, com o governo do Brasil e a liderança que a gente tinha
não termos desmontado a máquina de fazer política equivocada vigente no
Brasil”.
Presente no evento, o presidente da Assembleia
Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo, demonstrou apoio e solidariedade ao momento
difícil que o PT enfrenta e criticou o sistema político brasileiro. Ele deu a
entender, ainda, que pode deixar o PDT.